Moraes pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, que se levantasse todo o sigilo do caso Master e que o julgamento fosse realizado em conjunto com o ministro Luís Roberto Mendonça. A solicitação foi feita em um ofício encaminhado a Fachin, segundo informações divulgadas. Moraes alegou que os levantamentos de sigilos feitos por Mendonça eram seletivos e "convenientes", e criticou a exclusividade do julgamento que envolve apenas ele.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) também manifestou apoio a Moraes, exigindo a abertura total dos sigilos. O vice-procurador-geral, André Luís de Moraes, defendeu a transparência e a necessidade de que todos os documentos sejam revisados. A PGR insinuou que haveria "maquiagem" nos processos e pediu a Fachin para retirar todos os sigilos.

Além disso, a cúpula da PGR decidiu que o vice-procurador-geral passará a atuar no STF em processos do Master. O diretor-geral da PF, Andréi, negou qualquer espionagem de ministro do STF e afirmou que os documentos eram análises regulares de inteligência enviadas por ordem de Moraes. A crise política no STF ganha contornos cada vez mais complexos, com acusações e defesas que envolvem vários membros da corte.