O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, determinou que todas as provas do caso Master sejam liberadas em 24 horas, em resposta ao pedido do vice-Procurador-Geral da República (PGR). A decisão, anunciada em 11 de dezembro de 2025, visa garantir transparência no processo antes do julgamento. O caso envolve o banqueiro Daniel Vorcaro, que foi preso em novembro do mesmo ano, e o ministro do STF André Mendonça, acusado de ter levantado sigilos de forma seletiva.

A Polícia Federal (PF) apontou que Vorcaro se preparava para fugir antes de ser preso, segundo informações divulgadas em investigações sobre o Banco Master. A PGR, por sua vez, endossa a posição do ministro Alexandre de Moraes, que acusa Mendonça de ter feito uma "escolha seletiva" no levantamento de sigilos. Moraes pediu ao STF que o caso seja julgado conjuntamente com Mendonça, alegando que o processo envolve procedimentos que o envolvem diretamente.

O Ministério Público Federal (MPF) também manifestou-se, solicitando a integração de conversas entre Moraes e Vorcaro, que serão analisadas pelo STF. A situação reflete uma crise política dentro do STF, com divergências sobre a transparência e a condução de processos envolvendo membros da própria corte. A decisão de Fachin busca equilibrar a necessidade de transparência com a proteção de informações sensíveis.