A Polícia Federal (PF) está sendo investigada por ter permitido que um grupo de funcionários acesse dados sigilosos de processos reservados, utilizando credenciais de servidores do próprio órgão. Relatórios enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF) indicam que consultas a informações sensíveis foram feitas com credenciais de servidores do Ministério Público Federal, o que gerou preocupação sobre a segurança e a confidencialidade dos casos em andamento. A PF, que é responsável por investigar crimes e proteger a integridade dos processos, está sendo questionada sobre a legitimidade desses acessos, que poderiam comprometer a privacidade de informações sensíveis.

Paralelamente, o ministro André Mendonça, relator do caso Master, defendeu o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e negou ter interferido nas atribuições do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além disso, Mendonça pediu que uma petição envolvendo acusações contra ele também seja analisada, assim como o pedido de nulidade feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre um relatório da PF. Essas ações ocorrem em meio a uma série de investigações que envolvem a PF e o STF, incluindo a análise de contatos entre o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ministro Alexandre de Moraes.