A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (10) uma operação para investigar o repasse de recursos federais para a produtora do filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre os alvos da ação, o empresário Alex Leandro Bispo dos Santos, conhecido como "Escorpião do PCC", foi preso por feminicídio e apontado como integrante da facção. Ele é acusado de ter recebido R$ 12 milhões de Karina Gama, empresária ligada ao Instituto Conhecer Brasil, que administra a produtora do filme.
A investigação também envolve o deputado federal Mario Frias (PL-SP), que, segundo a PF, teria repassado R$ 2 milhões em emendas parlamentares para a produtora. Durante a operação, sete armas de fogo foram apreendidas em endereços do parlamentar. A PF alega que Frias faz parte do núcleo político de uma organização suspeita de desviar recursos públicos para o projeto.
O Supremo Tribunal Federal autorizou a operação, e o ministro Flávio Dino retirou o sigilo da decisão. A investigação busca esclarecer se houve desvio de verbas públicas para financiar o filme, que retrata a vida de Bolsonaro. A PF não confirmou ainda a relação direta entre os envolvidos e o financiamento do projeto.























