A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira foi marcada por tensão e acusações cruzadas entre ministros, segundo relatos de jornalistas e analistas. O clima no plenário foi descrito como “pior que a pior sessão do Congresso”, por um pesquisador que acompanhou o julgamento. A discussão envolve o caso Master, que tem gerado debates sobre a atuação de autoridades da Corte.

Durante a sessão, o silêncio incomum e a ausência de celulares dos ministros destacaram a gravidade do momento. Alguns ministros, como Gilmar Mendes, foram acusados de intimidar colegas, enquanto outros, como Alexandre de Moraes, enfrentaram críticas por supostas falhas na condução de investigações. O presidente da Corte, Moraes, foi acusado de "ter a faca e o queijo na mão" para revelar envolvimentos de ministros com o caso.

O líder da oposição, Marinho, alertou que o adiamento de processos contra ministros cria um "tumulto judicial". A Corte adiou por até 90 dias a decisão sobre o caso, prolongando a crise de credibilidade. O presidente Lula também criticou a situação, reforçando que "ninguém pode ficar sob suspeita" na Suprema Corte.

A situação revela uma polarização interna no STF, com acusações e defesas que alimentam desconfiança entre os ministros e a sociedade. A crise pode impactar a imagem do Poder Judiciário e a confiança pública na instituição.