A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de adiar a abertura do processo contra o ministro Gilmar Mendes, conhecido como Moraes, gerou reações entre parlamentares e integrantes do governo. Segundo fontes ouvidas pela *O Globo*, o ministro saiu enfraquecido após escolher o caminho do plenário para tratar do caso, o que gerou críticas de parte da bancada. O senador Flávio Bolsonaro afirmou que aliados de Lula, como Dino e a "tropa de choque", protegeram Moraes, enquanto líderes da oposição acusam a Corte de criar um "tumulto judicial" ao postergar a decisão.

O relatório da Polícia Federal sobre mensagens trocadas entre Moraes e outros ministros gerou forte embate na Corte, com acusações de divisão entre os magistrados. A análise do documento expôs rachaduras no corpo do STF, com alguns ministros tentando influenciar o andamento do processo. A postergação por até 90 dias foi vista como uma tentativa de blindar Moraes, algo que o líder da oposição, Marinho, chamou de "muito grave".

A tensão no STF reflete um cenário político complexo, com acusações de proteção a figuras ligadas ao governo e pressões por impeachment de ministros. A situação pode afetar a imagem do STF e a legitimidade do processo judicial, especialmente com a torcida petista por Moraes, segundo a jornalista Mariliz Pereira Jorge. A situação permanece em aberto, com o plenário ainda a decidir sobre o próximo passo.