O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, reafirmou nesta terça-feira que não deve haver sigilo nas investigações da Polícia Federal sobre o Banco Master antes das eleições. Ele defendeu que a transparência seja prioridade para evitar interferência em seu pleito. A posição de Haddad surge em meio a uma crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal e o Banco Master.

O ministro André Mendonça, do STF, determinou recentemente o afastamento do chefe da Polícia Federal, o delegado André Vitorino, por decisão relacionada a uma investigação sobre o Banco Master. A decisão gerou reações de parlamentares e candidatos, incluindo Haddad, que acredita que a manutenção de sigilos pode prejudicar a transparência e a credibilidade do processo eleitoral.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por sua vez, ignorou o afastamento de Vitorino em seu discurso durante um evento no Palácio do Planalto. A situação tem gerado debates sobre o papel da Polícia Federal e o uso de investigações como ferramenta política.

Alguns parlamentares e ex-deputados alegam que a decisão de Mendonça confirma o uso da PF como instrumento político, especialmente em relação a investigações ligadas ao ex-presidente Lula. A tensão entre o STF, a PF e o Banco Master continua a alimentar debates sobre a independência e a transparência das instituições.