A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de afastar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), gerou uma reação ampla e preocupante dentro do poder judiciário e político. Delegados ouvidos pela BBC News Brasil expressaram temor de que a disputa entre Mendonça e Alexandre de Moraes possa enfraquecer a PF e afetar a autonomia institucional da corporação. A medida, inédita no STF, foi vista como uma intervenção direta em uma instituição fundamental para a segurança nacional.

O governador Tarcísio do Nascimento apoiou a decisão e pediu ao Senado que tome ações contra Moraes, alegando que o STF vive uma crise de credibilidade. Já a bancada do PT na Câmara repudiou a decisão, chamando-a de "intervenção grave e ilegal". A situação se agravou com a suspensão de sessões no STF, como a cancelada pela relatora do Supremo, ministra Nancy Gurgel.

A PF, por sua vez, viu seus diretores colocarem seus cargos à disposição, em sinal de protesto. A medida gerou uma crise institucional, com riscos de desgaste político e judicial. A situação ainda não tem resolução, mas o impacto é sentido em todos os níveis do poder.