A Polícia Federal (PF) vive uma crise institucional após a decisão do ministro Gilmar Mendes, que afastou a cúpula da instituição. A medida, tomada sem aviso prévio e pautada menos de uma hora antes do julgamento, gerou reações dentro do Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente do STF, Luís Roberto Fachin, reafirmou que a Justiça brasileira não faltará à legalidade constitucional, em meio à tensão crescente entre os órgãos do Poder Judiciário.
A decisão de afastar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o chefe da Diretoria de Inteligência (DIP), Leandro Almada, foi contestada pela Advocacia-Geral da União (AGU), que pediu ao ministro Fachin a suspensão do afastamento. O ministro Gilmar Mendes, por sua vez, citou questões partidárias e eleitorais como justificativa para a medida, alegando que a decisão foi tomada com base em uma análise de risco de conflitos institucionais.
A situação se agravou com a publicação de uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, que investigou Mendonça por possíveis irregularidades. A PF, que já estava em meio a uma crise interna, agora se vê envolvida em um conflito maior entre os poderes. A tensão no STF aumenta, com a possibilidade de decisões conflitantes sobre o caso. A situação permanece em aberto, com a expectativa de uma resposta do plenário do STF.






















