O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, por suspeita de uso indevido da inteligência da corporação para monitorar autoridades. A decisão, divulgada em setembro de 2026, gerou uma controvérsia institucional, com a Advocacia-Geral da União (AGU) entrando com pedido para suspender a medida, alegando que a decisão viola prerrogativas do presidente da República.
A AGU argumenta que a ação de Mendonça desrespeita a autonomia da PF e a independência do órgão. O afastamento de Rodrigues, que lidera a PF desde 2022, foi acusado de envolvimento em operações de monitoramento de políticos e autoridades. A decisão de Mendonça também afetou o diretor da Diretoria de Inteligência da PF, Leandro Almada, que foi afastado por questões similares.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ignorou o afastamento durante um evento no Palácio do Planalto, demonstrando a complexidade do conflito entre o Poder Judiciário e o Executivo. A situação levantou debates sobre a independência da PF e a influência do STF na gestão do órgão.
A controvérsia ganha contornos políticos, com o ministro Gilmar Mendes, decano do STF, pedindo vista para revisar a decisão, o que pode atrasar o processo e intensificar a tensão entre as instituições.






















