Ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada. A decisão foi tomada nesta terça-feira (t), em resposta a relatórios internos da PF que, segundo Mendonça, continham conteúdo "surreal". O ministro solicitou uma sessão extraordinária da Segunda Turma do STF para referendar a medida ainda no mesmo dia. A decisão foi acompanhada por ministros Luiz Fux e Nunes Marques, que formaram a maioria para suspender Rodrigues da PF.
O afastamento de Rodrigues e Almada foi baseado em relatórios de inteligência que, segundo o ministro, apresentavam inconsistências. A medida é considerada uma ação preventiva, visando garantir a integridade da instituição. A sessão extraordinária, que deve ocorrer hoje, será conduzida pelo presidente da Turma, Luiz Fux. A decisão de Mendonça foi influenciada por anteriores ações de Alexandre de Moraes e Flávio Dino, que também atuaram em casos envolvendo a PF.
A Polícia Federal está em meio a uma série de investigações internas e externas, que têm gerado debates sobre a transparência e a conduta dos seus chefes. O afastamento de dois diretores eleva a tensão dentro da instituição e pode impactar as operações em andamento. A situação é acompanhada por parlamentares e observadores da área de segurança pública, que analisam a legitimidade da medida e seus possíveis efeitos no funcionamento da PF.























