O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, recebeu 72 horas para se manifestar sobre a solicitação da Advocacia-Geral da União (AGU) para reverter o afastamento preventivo de dirigentes da Polícia Federal (PF). A decisão de Mendonça, que afastou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, foi baseada em relatórios que apontaram possíveis motivações políticas nas ações da corporação. A AGU alega que a medida foi tomada sem base legal sólida e pede ao STF uma reavaliação.

A PF foi acusada de monitoramento ilegal, segundo relatórios analisados por Mendonça. O ministro afirma que seis relatórios foram revisados, incluindo decisões internas e relações com autoridades. A AGU, por sua vez, argumenta que a decisão foi tomada sem o devido processo legal e que o afastamento afeta a operação da instituição.

O prazo para resposta de Mendonça é crucial para determinar se a medida será mantida ou revertida. A situação envolve uma disputa entre a AGU e a cúpula da PF, com implicações na independência e na operação da polícia federal. A decisão do STF pode ter impacto significativo no funcionamento da instituição.