O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), enfrenta pressão para revisar a decisão de afastar preventivamente diretores da Polícia Federal (PF). A Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou um pedido ao STF para rever a medida, alegando que a decisão foi baseada em informações não comprovadas. O relator do caso, Edson Fachin, deu 72 horas para que Mendonça se manifeste sobre o pedido.
A medida de afastamento foi tomada por Mendonça após relatórios que indicavam possíveis motivações políticas nas decisões da cúpula da PF. A AGU alega que os relatórios não foram totalmente comprovados e que a decisão foi tomada sem base legal sólida. A PF, por sua vez, defende que a medida foi necessária para garantir a integridade da instituição.
A situação gerou debates sobre a independência da PF e a influência de fatores políticos em decisões internas. A decisão de Mendonça foi divulgada em agosto, e desde então, a instituição vive uma crise interna. A AGU pede que o STF reavalie a situação e que a medida seja revertida.
O caso envolve questões de prerrogativas e responsabilidade da PF, com a AGU alegando que a decisão foi tomada de forma precipitada. A pressão sobre Mendonça aumenta com a divulgação de relatórios que apontam erros na análise dos motivos do afastamento. A situação permanece em aberto enquanto o STF analisa o pedido.























