O Supremo Tribunal Federal (STF) enfrenta uma crise institucional após o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, determinado pelo ministro André Mendonça. A decisão, que gerou controvérsia, foi contestada por Gilmar Mendes, ministro decano da Corte, que pediu vista para revisar o julgamento. A Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com pedido para suspender o afastamento, alegando que a medida viola prerrogativas do presidente da República.

Onze diretores da PF, incluindo Leandro Almada, chefe da Diretoria de Inteligência, manifestaram apoio a Rodrigues e colocaram seus cargos à disposição. A polêmica envolve questões partidárias e eleitorais, segundo Gilmar Mendes, que destacou a importância da análise da medida. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no entanto, ignorou o afastamento em seu discurso durante evento no Palácio do Planalto.

A situação agrava-se com a divisão dentro do STF, enquanto o substituto interino de Rodrigues, William Murad, assume temporariamente o cargo. A tensão entre o Poder Executivo e o Judiciário persiste, com a AGU reforçando sua posição contra a decisão de Mendonça. O caso segue em análise, com o risco de novas medidas institucionais.