O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, foi afastado do cargo pelo ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal (STF), decisão que gerou crise institucional, segundo o presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho. A medida foi tomada após uma decisão judicial que envolvia investigações internas na PF. A ADPF, associação que representa mais de 2.300 delegados, criticou a decisão, alegando que o ministro Mendonça atropelou rito processual ao determinar o afastamento cautelar de Rodrigues e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada.
A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao STF que anule o afastamento, e o presidente do STF, ministro Edson Fachin, determinou que Mendonça responda em 72 horas. O afastamento de Rodrigues, que assumiu o cargo em 2023, foi acusado de não ter limpo as gavetas e de trabalhar para retornar ao posto. O caso envolve acusações de corrupção e desvio de recursos, e a PF está sob investigação por parte do STF.
O presidente do PT, Edinho, destacou que a crise institucional no STF é inegável e que a decisão reflete um desgaste na relação entre o Poder Judiciário e a instituição policial. A situação gerou debates sobre a independência da PF e a influência do Judiciário em processos internos da corporação. A situação permanece em aberto, com a expectativa de uma resposta do STF.





















