O Supremo Tribunal Federal (STF) vive uma crise política após o ministro André Mendonça determinar o afastamento cautelar do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A decisão, tomada em resposta a uma ação da Advocacia-Geral da União (AGU), gerou reações de entidades e parlamentares que acusam abuso de poder e uso político da instituição. A ADPF, associação que representa mais de 2.300 delegados, criticou a medida como um ato de "atropelamento de rito processual".
O presidente do STF, Edson Fachin, determinou que Mendonça responda em 72 horas a pedido da AGU para anular o afastamento. A situação agrava-se com a pressão de grupos que defendem mais autonomia para a Polícia Federal e questionam a intervenção do STF no caso. Alguns parlamentares, como o ex-deputado Ramagem, acusam o uso da PF como instrumento político, ligando a ação a figuras como o ex-presidente Lula.
A crise envolve acusações de desrespeito ao processo judicial e desequilíbrio na atuação do STF. A ADPF e outros setores da sociedade exigem que o caso seja analisado pelo plenário do STF, alegando que a decisão de Mendonça não segue os protocolos legais. A situação permanece em aberto, com a expectativa de uma resposta oficial do ministro até o prazo estabelecido.




















