A crise no Supremo Tribunal Federal (STF) ganha novo contorno com o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, decisão tomada por ordem do ministro André Mendonça. A medida, motivada por suspeita de monitoramento ilegal de autoridades, incluindo Mendonça, gerou reações dentro do STF. O ministro Edson Fachin, presidente do STF, concedeu 72 horas para que Mendonça justifique a medida, enquanto avalia a possibilidade de assumir casos relacionados a investigações de corrupção, como os casos Master e INSS.

A situação agrava-se com a pressão sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que é visto como alvo de estratégias políticas por parte do PL. A campanha de Lula e o governo também expressam preocupação com a instabilidade no STF, sugerindo que Fachin deve intervir para resolver o conflito. O ex-presidente Michel Temer também comentou a situação, aconselhando Moraes a buscar diálogo com Mendonça para evitar agravamento da crise.

A tensão entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes persiste, com o afastamento de Andrei Rodrigues sendo visto como uma nova frente de confronto. Especialistas analisam que a decisão pode afetar a dinâmica interna do STF e a credibilidade da instituição. A situação permanece em aberto, com o plenário do STF ainda analisando a situação e possíveis medidas.