O ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, em decisão motivada por relatório interno da corporação. A medida, que gerou reações dentro da instituição, foi contestada pela Advocacia-Geral da União (AGU), que alega violação de prerrogativas do presidente da República. O afastamento ocorreu em menos de uma hora e meia, seguido por uma manifestação pública de lealdade do número dois da PF, William Murad, que assumiu o comando da corporação.
O presidente do STF, Luís Roberto Fachin, concedeu 72 horas para Mendonça se manifestar sobre a decisão, enquanto a AGU pede a suspensão do afastamento e o restabelecimento das funções de Rodrigues. A situação ganhou contornos institucionais após Gilmar Mendes, ministro decano do STF, citar questões partidárias e eleitorais no processo. A controvérsia envolve a influência do presidente Jair Bolsonaro na PF, segundo relatório utilizado pelo ministro Alexandre de Moraes para justificar a investigação contra o ministro.
A decisão de Mendonça gerou divisões internas na PF, com o número dois da corporação demonstrando lealdade ao novo comando. A situação permanece em aberto, enquanto o STF analisa os pedidos de suspensão e restabelecimento das funções de Rodrigues. A influência política no funcionamento da PF continua sendo tema de debate no âmbito judicial.





















