O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu 72 horas para que o ministro André Mendonça justifique a decisão de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A medida foi tomada após suspeita de monitoramento ilegal da PF sobre autoridades, incluindo o próprio Mendonça. A decisão de afastamento foi contestada pela Advocacia-Geral da União (AGU), que pediu suspensão do processo.

A PF informou que a suspensão do afastamento de Rodrigues foi motivada por suspeita de práticas ilegais, incluindo a vigilância de autoridades. A decisão de Mendonça foi considerada monocrática por alguns setores, já que o plenário do STF não foi consultado. A Associação dos Delegados da Polícia Federal criticou a atitude, mas evitou julgar a conduta de Rodrigues.

Onze dos quinze diretores da PF assinaram uma manifestação conjunta apoiando Rodrigues e oferecendo seus cargos à disposição. A situação gerou debates sobre a legitimidade da decisão e a transparência do processo. O caso pode ter impacto no cenário político, já que envolve autoridades de alto nível.

Agora, o STF aguarda a justificativa de Mendonça sobre a medida. A situação permanece em aberto, com expectativa de novas informações.