O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, por suspeitas de relações com a Advocacia-Geral da União (AGU). A decisão, tomada na Segunda Turma do STF, foi apoiada por maioria dos votos, incluindo os de Gilmar Mendes e Luís Roberto Bique. A medida também afetou o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada, que atuou em investigações sobre o assassinato de Marielle Franco e se opôs a ações da PF durante as eleições de 2022.
A PF alega que o afastamento é uma "intromissão" e que a medida não cabe ao STF. O ministro José Guimarães criticou a decisão, afirmando que o afastamento foi feito sem base legal. A Advocacia-Geral da União (AGU) prepara uma contestação contra a decisão, alegando que o diretor da PF teria monitorado ações do STF e mantido relações não oficiais.
A PF também foi acusada de ter vazado informações sobre operações contra políticos, incluindo o ex-ministro ACM Neto e o deputado Rueda. Mendonça destacou que a revelação de despachos sigilosos envolvendo líderes do União Brasil foi um fator relevante para a decisão. A situação gerou debate sobre a independência da PF e a influência de órgãos do governo em suas investigações.






















