O ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, após pedido do partido Novo. A decisão, divulgada por colunistas, estabelece que a Corregedoria da PF apure a conduta do chefe da instituição. A medida surge em meio a uma disputa interna no STF entre Mendonça e o ministro Edson Fachin, que defende que o caso seja julgado no plenário, antecipando um embate entre os dois magistrados.

A PF havia monitorado a relação de Mendonça com o Ministério Público Federal (MPF) e a Advocacia-Geral da União (AGU) por mais de um mês, segundo informações de uma revista. A decisão de afastar Rodrigues também foi vista como uma resposta a pressões políticas, com o partido Novo exigindo ações contra o diretor da PF. A situação agrava as tensões dentro do STF, onde diferentes correntes políticas buscam influenciar o andamento de processos judiciais.

A decisão de Mendonça foi vista como um gesto de alinhamento com a corrente que apoia a corregedoria da PF, enquanto Fachin defende a transparência e o julgamento público. A situação pode afetar a estratégia de investigações em andamento e reforçar a polarização dentro do tribunal. O afastamento do diretor da PF ainda não foi confirmado oficialmente, mas a decisão já gerou reações dentro e fora do STF.