O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, após suspeita de monitoramento ilegal da instituição sobre autoridades, incluindo o próprio Mendonça. A decisão foi anunciada após pedido do Partido Novo, que questionava a conduta da PF. O afastamento foi realizado em menos de uma hora e meia, seguido por uma manifestação pública de lealdade do número dois da corporação.
O presidente do STF, Edson Fachin, concedeu 72 horas para que André Mendonça explicasse a decisão, após pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para suspender o afastamento. A Associação dos Delegados da Polícia Federal criticou a decisão monocrática de Mendonça, mas evitou defender a conduta de Rodrigues. Especialistas analisam que a decisão pode gerar impactos na gestão da PF e no funcionamento do órgão.
A PF afirma que a investigação sobre o monitoramento ilegal está em andamento e que a conduta de seus agentes é alinhada com as normas da instituição. O afastamento de Rodrigues gerou reações em diferentes setores, com críticas e apoios, mas a situação permanece em análise pelo STF.




















